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O Futuro dos Jornais

novembro 21, 2009

Vi esse post hoje no core77 e achei que essa era uma grande estória para dividir com os leitores do Abduzeedo. Tenho certeza que todos vocês já escutaram o comentário "as mídias impressas estão morrendo". A publicidade impressa está em baixa, e parece estar decaindo cada vez mais pois cada vez mais as pessoas procuram ler conteúdo online.

Então o que nós fazemos? Nós escrevemos o obituário das mídias impressas e sentamos para lembrar seus bons tempos ou nós tentamos mudar isso? Uma nova publicação de Portugal intitulada simplesmente i, está tentando algo novo e está conseguindo resultados. A circulação de i aumentou de 11.000 em Maio para 16.000 em Agosto.

Como eles estão fazendo isso?

i não é estruturado como um jornal tradicional. O time da publicação trabalhou com consultoria de mídias e inovação para propor uma nova maneira para organizar o produto. "Nosso sentimento era," disse Figueiredo, que pulou a bordo em uma fase inicial, mudar de DiárioEconómico , "que as pessoas não estavam mais preocupadas com as seções tradicionais. Tradicionalmente, jornalistas tem que preencher uma seção sobre política mesmo se não tem nada de relevante acontecendo na política. Nós queríamos fazer algo diferente." Então o time sugeriu cinco chaves que eles gostariam de ver no jornal, cinco palavras chave.

Um Novo Design

Além de reestruturar o conteúdo, eles saíram do conceito de design minimalista tradicional em jornais e partiram para algo parecido com revistas.

Nick Mrozowski, diretor de arte da i americana, disse "Eu acredito que o conceito primordial, não apenas no design mas no jornal como um todo, é o que queremos mudar para produzir uma revista todos os dias." O material de 56 - 64 páginas segue os formatos e tamanho de tablóide, então se parece tanto com revista como jornal.

Uma grande quantidade de trabalho é necessária para fazer a publicação diariamente. Primeiramente, Mrozowski explicou, a idéia era que a publicação tivesse um template que entregasse algumas páginas fixas a cada dia, significando que algumas páginas fossem requerer trabalho de design diariamente e os editoressimplesmente colocariam o trabalho deles de conteúdo nos formatos pré definidos. "Mas desde o primeiro dia essa estratégia não funcionou," disse ele. "Nós percebemos que o tipo de publicação que estávamos fazendo tinha muito conteúdo especializado e cada página deveria ser customizada para atender as necessidades dorepórter ou editor."

Claro que para mim, como um designer gráfico, isso é uma grande preocupação, pois fico pensando se não será muito trabalho para fazer. Reestruturando as áreas de conteúdo deles nós conseguíamos nos livrar da necessidade de preencher seções inteiras com notícias sem importância, mas agora eu sinto que a pressão de entrega se transferiu para o aspecto de design dapublicação . Apenas o tempo vai mostrar se esse é o caso. Eu realmente espero que esse jornal continue sendo um sucesso e que inspire outros jornais.

Leia o artigo completo em www.editorsweblog.org

Sobre o autor

Hi readers!
I'm a Graphic Designer in New York City (Brooklyn!). NY is a hub for design and my posts will try to focus on, but will not be limited to, design related things happening in NY, such as museum exhibits, architecture, events, local artist interviews, galleries, etc. I'm very much into technology and art and how they intersect to make multimedia art installations. Hope you enjoy my posts!
My site: www.franciscog.com

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1 Comment

Kelvin Júnior11/25/2009

Naturalmente isto vai e deve ocorrer por consequencia da tecnologia em constante abrangência. Mas acredito em contrapartida que se houver algo chamativo no mesmo, sua decadência não fique tão evidente. Daria para "cobrir" os gastos.
Isso se dá ao meu ver porque mesmo sendo tecnológico, o prende ainda mais uma leitura online é a portabilidade do gráfico exibido que em muitos jornais não tem por Default.

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